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17.01.08

Paulistão 2008: Combate de treinadores.

O Campeonato Paulista de 2008 começa hoje, dia 16, e a expectativa é imensa. O torneio terá muitos atrativos; o São Paulo se reforçou com Adriano (Imperador), que irá atuar pela primeira vez no estadual paulista, o Santos tentará o tricampeonato, no Palmeiras, a chegada de vários reforços e a contratação de Wanderley Luxemburgo torna possível a quebra do jejum de 11 anos do Paulistão, já o Corinthians busca o título estadual para fazer as pazes com a torcida, infeliz com a queda no campeonato nacional.
E isso não é tudo, há o retorno da Portuguesa e do Guarani a primeira divisão. Clubes de médio porte, organizados e estruturados que estão se reforçando bem para o início da competição, casos de Bragantino, Noroeste, São Caetano, Ituano e Grêmio Barueri.
Mas certamente a grande atração da competição será protagonizada pelos técnicos dos quatro grandes clubes paulista; Mano Menezes (Corinthians), Wanderley Luxemburgo (Palmeiras), Émerson Leão (Santos) e Muricy Ramalho (São Paulo). Não me lembro de outro Campeonato Paulista com essa quantidade de “estrelas” sentada no banco de reservas.
Em 2008, tudo indica que o trio de ferro da capital, mais o Santos se classifiquem para a fase semi-final. Mas não podemos descartar a hipótese de zebras, afinal, no Paulistão ela está aparecendo com freqüência.

Batalha dos treinadores

Émerson Leão:

Em sua terceira passagem pela equipe do Santos, tem a responsabilidade de levar a equipe do litoral ao tricampeonato estadual. A missão será difícil, perdeu peças importantes como o volante chileno Maldonado e o meia Pedrinho, e ainda pode perder o lateral Kléber para o futebol europeu.
Os reforços foram discretos, o volante Marcinho Guerreiro que estava na Ucrânia, e os zagueiros; Evaldo, que estava no futebol Japonês e Betão, capitão e líder da equipe do Corinthians que foi rebaixada no Brasileirão, mas que tem uma moral enorme com o técnico santista. O zagueiro Fabão está apalavrado com a diretoria, mas antes de assinar precisa se recuperar de uma contusão.
Reforços para o meio e o ataque são esperados, mas devido à crise financeira em que o clube se encontra dificilmente chegará algum jogador que resolva em campo. A solução será aproveitar a habilidade da dupla Kléber e Kléber Pereira e apostar em alguns jovens da base, como Renatinho, Wesley e Filipe.

Time-Base:
Fábio Costa; Filipe (Dênis), Evaldo (Adaílton), Betão e Kléber; Rodrigo Souto, Marcinho Guerreiro, Vitor Júnior e Rodrigo Tabata; Renatinho e Kléber Pereira.


Mano Menezes:

Após três temporadas no futebol gaúcho, onde conseguiu levar o Grêmio da segunda divisão nacional para a final da Taça Libertadores da América, Mano Menezes chega ao Corinthians como solução para reestruturar a equipe principal e levar o time de volta à primeira divisão do Brasileirão.
Na sua primeira semana em São Paulo Mano já mostrou seu perfil rígido como treinador, dispensou do grupo jogadores baladeiros e irresponsáveis. E deixou claro, quem quiser jogar com ele tem que ter disciplina.
Os reforços vieram em quantidade, 15, mas a qualidade é questionável. E a equipe ainda conta com o retorno de alguns conhecidos da fiel, que estavam emprestados, casos de Coelho e Eduardo Ratinho. Todos os reforços foram contratados com o aval do técnico, e cinco deles já trabalharam com Mano em outros clubes.
As grandes armas do Corinthians para o campeonato estadual são as grandes defesas de Felipe, uma forte defesa, um meio-campo consistente, os gols de Finazzi.
Brigar pelo título paulista, difícil, mas certamente o Paulistão servirá como um ótimo laboratório para o Brasileirão da série B, afinal, o objetivo do Corinthians em 2008 é o acesso para a primeira divisão nacional em 2009.

Time-Base:
Felipe, Coelho, Willian, Chicão e André Santos; Fabinho, Bóvio, Alessandro, Marcel e Acosta; Finazzi.

Muricy Ramalho:

O treinador irá iniciar a sua terceira temporada no comando do São Paulo. E o ano de 2008 tem tudo para ser de muitos títulos. Com a manutenção da equipe bicampeã nacional e com a chegada do zagueiro Juninho, do polivalente Joilson, do volante Fábio Santos, do habilidoso meio-campista Carlos Alberto e do atacante Adriano, o são Paulo forma o melhor elenco do Brasil.
Com esse elenco em mãos imagina-se que treinar um clube com essa estrutura fica fácil, se engana quem pensa assim.
Apesar de todos os aspectos positivos, Muricy certamente terá algumas dores de cabeça, principalmente com a dupla Adriano e Carlos Alberto. É indiscutível a qualidade dos dois dentro das quatro linhas, mas moldar a postura profissional desses dois jogadores não será fácil.
Se Muricy conseguir fazer com que os dois baladeiros entre no ritmo dos demais jogadores, certamente o São Paulo tem tudo para ser o papa títulos no ano de 2008.

Time-Base:
Rogério Ceni; Miranda, Juninho, André Dias; Joilson (Souza), Hernanes (Fábio Santos), Ricahrlyson, Carlos Alberto e Jorge Wagner; Dagoberto e Adriano.

Wanderley Luxemburgo:

O Palmeiras inicia 2008 sonhando alto. Fechou uma parceria com a Traffic, empresa de Marketing Esportivo. Trouxe novamente para o Parque Antártica o técnico Wanderley Luxemburgo, considerado quase por unanimidade o melhor técnico de futebol da atualidade. Venceu a disputa com Grêmio, São Paulo e outros clubes brasileiros pelo futebol do meio-campista Diego Souza.
Todos esses investimentos são por um simples motivo. Voltar a disputar títulos. O Palmeiras não vence um campeonato importante desde o título da Taça Libertadores da América em 1999. Nove anos já se passaram, e a única taça que veio preencher a sala de troféu da equipe alviverde foi o de Campeão Brasileiro da série B em 2003.
E para conquistar títulos, não há comandante melhor do que Wanderley Luxemburgo, que dificilmente passa um ano em branco. Com a competência de Luxemburgo, somado com bons reforços, como já citado Diego Souza, o tão sonhado camisa 9 Alex Mineiro, o atacante Lenny e o lateral Élder Granja, o Palmeiras é hoje uma das poucas equipes brasileiras que pode brecar o São Paulo.

Time-Base:
Diego (Marcos); Élder Granja, Dininho, Gustavo, Leandro; Pierre, Martinez, Diego Souza e Valdívia; Lenny e Alex Mineiro.

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  • Postado em 00:06:12

16.01.08

Depreciação da “Copinha”.

Janeiro é um mês difícil para os apaixonados pelo futebol brasileiro. Os campeonatos ainda não começaram e todos os grandes clubes estão em pré-temporada. As transações de jogadores entre os principais clubes do país amenizam um pouco a ansiedade, mas não satisfaz o torcedor que prefere ver a bola em jogo e gritar o gol do seu time.
Devido a este recesso do futebol nacional, todo início de ano quem realmente gosta de futebol fica na expectativa para acompanhar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, apelidada carinhosamente de “Copinha”. Torneio atualmente muito criticado pela imprensa.
E as críticas são sempre as mesmas; “antigamente revelavam-se mais craques”, “o torneio está inchado”, “o nível das partidas não são como no passado”, “virou uma copa para empresários levar jogadores para a Europa”.
Os questionamentos são relevantes, mas são problemas apontados como se fossem exclusivos da competição, sendo que o futebol mundial passa pela maioria das crises citadas acima.
Muitos torcedores devem ficar incomodados com essa desvalorização da Copa São Paulo pela imprensa. Profissionais que acompanha o torneio com os olhos vedados e não fazem questão de ver a “Copinha” com bons olhos.
Afinal, se o propósito da competição é revelar bons jogadores, não só para os clubes, mas também para o futebol nacional. Esse objetivo continua sendo cumprido. Nos últimos anos passaram pelos gramados do torneio jogadores como: Kaká, Robinho, Diego, Rafael Sóbis, Lúcio, Fred, Nilmar, Gomes, Kleber e Vagner Love. Sendo assim, afirmar que a competição não revela mais jogadores é conversa fiada.
É fato que não se revela mais jogadores como Falcão, Toninho Cerezo e Casagrande, nomes sempre citados pelos nostálgicos fãs do futebol. Mas isso não é culpa do torneio, e sim das modificações que o passar dos anos trouxeram para o principal esporte do Brasil.
Em relação à crítica de que há muitos empresários com interesse na competição. Os jornalistas apontam esse fator como se fosse um problema específico da Copa São Paulo. Sendo que esse mal já assombra o futebol mundial há muito tempo, e não é segredo para ninguém que o capitalismo invadiu esse esporte, ou vocês ainda acreditam que existe amor à camisa?
Inchaço da competição, muitos jogos ao mesmo tempo, 88 clubes é um exagero. São críticas discutíveis, óbvio que isso faz com que clubes fracos tecnicamente participem da competição. Mas por trás dessas equipes inferiores há a função social de permitir com que um garoto sonhe em ser jogador profissional de futebol.
Sonho concretizado pelo jovem goleiro Weverton Pereira da Silva, que no ano de 2005 participou do torneio pela equipe do Juventus Acreano. No jogo de estréia de seu time contra o Corinthians, teve uma ótima atuação, foi considerado o melhor jogador da partida, mesmo com a derrota por 1 a 0. Seu desempenho fez com que a diretoria da equipe paulista o contratasse para fazer parte das categorias de base.
Atualmente, o jogador foi promovido para o elenco principal pelo Técnico Mano Menezes como terceiro goleiro. Ou seja, essa copinha inchada com 88 clubes deu a oportunidade para um jovem goleiro acreano ingressar no futebol profissional em uma grande equipe.
A Copa São Paulo deve ser olhada como celeiro de bons valores para o futebol nacional. Talvez, os críticos ainda esperem por craques, estilo de jogador praticamente extinto do futebol mundial. Certamente não verão na competição nenhum jogador fora de série, talvez pela idade, pela imaturidade ou até mesmo pelo fraco nível técnico. Mas certamente depois de alguns anos verão muitos desses valores vestindo as camisas dos maiores clubes do Brasil e do Mundo.

Últimas revelações da competição.

2007 - Guilherme (Cruzeiro)
Atacante de bom nível técnico e ágil. Foi um dos destaques da equipe que venceu a competição em 2007. Foi promovido à equipe principal cruzeirense no mesmo ano e teve uma ótima participação no Campeonato Brasileiro fazendo 10 gols.

2007 - Breno (São Paulo)
Considerado jogador revelação do Campeonato Brasileiro de 2007, Breno conquistou seu espaço no elenco principal tricolor após uma boa Copa São Paulo no mesmo ano. O zagueiro não conquistou o título, que ficou com a equipe do Cruzeiro. Provou para Muricy capacidade de ser titular da melhor zaga do Brasil com apenas 17 anos.

2006 – Keirrison (Coritiba)
Apesar da eliminação do Coritiba nas quartas de final para o Comercial-SP, Keirrison foi o vice-artilheiro da Copa São Paulo em 2006 com 8 gols, ficou atrás apenas de Luiz Henrique do Paulista que Balançou a rede 9 vezes. Em 2007, o atacante foi um dos principais nomes do Coritiba no Brasileirão da série B. A equipe paranaense ficou com o título e retornou à elite do futebol nacional.

2003 – Richarlyson (Santo André)
Líder e cérebro da equipe que conquistou o título da copinha em 2003. Na equipe profissional conquistou a Copa do Brasil de 2004. Passou pelo Fortaleza e futebol austríaco antes de chegar ao São Paulo, clube onde conquistou a confiança do técnico Muricy Ramalho pela sua versatilidade e dedicação em campo.

2003 – Vagner Love (Palmeiras)
Grande esperança do Palmeiras para a competição em 2003. Fez mais sucesso na concentração com as mulheres do que dentro de campo. Punido pela diretoria por indisciplina, ficou de fora de boa parte da copinha. Voltou na final contra o Santo André a pedido dos jogadores, mas seu retorno não foi o suficiente para impedir a derrota. No mesmo ano foi o grande destaque do Palmeiras no Campeonato Brasileiro da série B, sendo um dos responsáveis pelo retorno da equipe paulista à elite do futebol nacional.

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  • Postado em 13:17:47

15.01.08

Ano Novo, Blog Atualizado.

Ano novo! Vida nova! É comum nessa época fazer várias promessas para o ano novo que se inicia.
E a minha promessa para 2008 será divulgada neste Post.
Após um período, digamos de teste, com a criação deste Blog. Espero em 2008 dedicar mais tempo para postar artigos sobre os acontecimentos do futebol nacional, internacional e todo fato interessante que ocorrer no âmbito esportivo.
Assunto não faltará, o calendário esportivo deste ano está repleto de atrações; Taça Libertadores da América, Campeonato Brasileiro, Campeonatos Estaduais, Fórmula 1 e o evento mais esperado de 2008; a Olimpíadas de Pequim, na China.
Desejo que em 2008 o Blog, Livre na Área, seja um espaço virtual bem movimentado, com trocas de idéias e de opiniões entre todos os visitantes deste site.

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  • Postado em 14:41:58

19.12.07

Seminário discute situação da imprensa esportiva

Tive o prazer de participar do 2º. Seminário de Jornalismo Esportivo realizado no início deste mês pelo Comunique-se no hotel Transamérica, em São Paulo. O evento contou com a participação de quatro jornalistas esportivos: André Rizek, revista Placar; José Silvério, Rádio Bandeirantes; Paulo César Vasconcelos, Sportv, e Eduardo Maluf; O Estado de São Paulo. Todos, profissionais conceituados da imprensa esportiva que passaram suas experiências para os universitários, profissionais da área e demais interessados que estiveram presentes.
Participei do evento por um golpe de sorte. Durante a semana, recebi um e-mail do portal Comunique-se para participar de um “quiz” (jogo de perguntas e respostas) que concederia, aos vencedores, a oportunidade de participar do evento gratuitamente. Após responder 15 questões sobre conhecimentos esportivos, recebi a notificação, via e-mail, de que eu era um dos vencedores.
Eufórico com a notícia, afinal não é sempre que surge uma oportunidade como esta, resolvi participar.
André Rizek abriu as atividades contando como foi produzida a reportagem que ficou conhecida como “A máfia do apito”, matéria publicada pela revista Veja em setembro de 2005 que denunciou fraude nas partidas de futebol comandadas pelos árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danalon durante os jogos dos campeonatos Paulista e Brasileiro.
Rizek, na época na Veja, detalhou os processos de apuração, produção e investigação da notícia e relatou a importância de se ter provas antes de publicar o trabalho. Para conseguir o furo de reportagem, Rizek entrou em contato com o árbitro suspeito, Edílson Pereira de Carvalho, e disse que a revista Veja pretendia fazer uma matéria sobre a vida dos árbitros de futebol, omitindo a real intenção da matéria para conseguir informações e provas contra o árbitro.
A atitude de Rizek foi questionada por outros jornalistas esportivos renomados, como Juca Kfouri, que considerou Rizek antiético de acordo com a real função de um jornalista, de sempre dizer a verdade. Para Rizek a situação é polêmica. Ele fez um pedido para que os universitários debatessem o caso na academia com seus professores.
O repórter relatou, também, a relação que o jornalista precisa ter com autoridades do Ministério Público e da Policia Federal, organizações que estiveram ao lado do jornalista em todo o processo da reportagem responsáveis pelas provas para que a reportagem não tenha problemas judiciais.
A segunda palestra foi feita pelo narrador esportivo José Silvério, conhecido como “o pai do gol”. Ele contou sua trajetória nos mais de 45 anos de carreira e como superou as dificuldades de sair de uma cidade do interior de Minas Gerais, Lavras, para se tornar um dos maiores locutores esportivos de todos os tempos. “Sempre sonhei ser locutor de rádio, desde criança quando narrava partidas de futebol realizadas pelos meus amigos nas ruas. Foi assim que consegui meu primeiro emprego, na rádio Cultura de Lavras”, disse.
Silvério falou, também, da importância dos futuros profissionais criarem seus próprios estilos. Foi assim que ele tornou-se um ícone do radiojornalismo esportivo criando jargões como “e que golaço”, “limpou, bateu, pra fora”. O “pai do gol” citou, também, uma técnica que desenvolveu para se diferenciar dos outros narradores que é estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras, sua marca registrada.
O momento mais emocionante ficou para o fim quando ele foi homenageado com um vídeo sobre os momentos marcantes de sua carreira. Como o vivido na final da Copa do Mundo de Futebol em 2002 entre Brasil e Alemanha. Ao narrar o segundo gol do Brasil, marcado por Ronaldo Fenômeno, recitou um verso que virou um marco na sua carreia: “Se eu fosse poeta, faria da bola uma deusa, se eu fosse um cantor, faria de um grito de gol uma ópera, como eu não posso, eu grito GOLLLLLLLLLLLLLLLLL”.
Na segunda parte do evento foi a vez de Paulo César Vasconcelos debater com os participantes sobre a atual situação do futebol e do jornalismo esportivo no Brasil, sempre enfatizando a importância dos fatos para a informação esportiva. Para Vasconcelos, na imprensa esportiva atual há muito “achismo“, pouca apuração dos fatos e uma dependência enorme dos repórteres com os assessores de imprensa dos clubes de futebol. “Assessor de imprensa é advogado de defesa da empresa. O bom jornalista não pode voltar para a redação apenas com as informações do assessor, ele tem que investigar e procurar assuntos diferenciados para o seu público. O único patrimônio que um jornalista tem é a credibilidade, e não podemos perder isso”, defendeu.
O encerramento das atividades ficou a cargo de Eduardo Maluf, jornalista de 30 anos e com três Copas do Mundo no currículo. Maluf apresentou uma matéria investigativa feita por ele em 2001, intitulada “O golpe da peneira” e defendeu uma cobertura diferenciada pela mídia impressa, que devido à velocidade da internet e da televisão, leva ao seu público “notícias velhas”.
Maluf também contou histórias pessoais de sua carreira, as dificuldades que teve para conseguir um estágio e a sorte que teve em ganhar uma passagem para a Copa do Mundo de 1998 na França, quando ainda era estagiário do jornal A Gazeta Esportiva. “Os editores do jornal me mandaram cobrir o lançamento da bola oficial da Copa da França. Um evento chatíssimo que renderia, no máximo, uma pequena nota para o jornal, mas no final sortearam uma passagem para acompanhar a Copa do Mundo sem custos, e eu tive a felicidade de ser sorteado. Ao saber, meu chefe me presenteou com uma coluna no jornal, nomeada de “Um foca na Copa”, que contava fatos sobre os bastidores da Copa do Mundo de 1998”, explicou o repórter.
Com essa história, Maluf realçou aos universitários a importância da persistência e de estarem preparados no momento em que aparecer uma oportunidade. Maluf contou: “Antes de estagiar na Gazeta Esportiva, eu distribui currículos em várias rádios de São Paulo, até em rádios internas de Shoppings Centers, e nenhuma delas me respondeu”.
Entre tantas idéias e discussões sobre o jornalismo esportivo nota-se que o evento alcançou seu objetivo fazendo com que profissionais e futuros profissionais da imprensa esportiva façam uma reflexão sobre a cobertura esportiva atual. E que se preparem para que em um futuro próximo consigam fazer um jornalismo esportivo criativo e diferente do que há hoje em dia, pois este jornalismo está fadado à morte.

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05.08.07

Retorno do velho Vamp!

Ele chegou desacreditado e pesando dez quilos a mais. Sua contratação foi motivo de piadas na imprensa nacional. Mas em sua reestréia pelo Corinthians, Vampeta mostrou que muitos críticos estão enganados.

Ontem, na vitória de 1 a 0 sobre o Goiás, no Morumbi, Vampeta comandou o meio-campo da equipe corinthiana. Ditou o ritmo do jogo, correu, marcou, fez lançamentos de 40 metros e no momento necessário acalmou os novatos.

Foi de seu pé que surgiu o gol que quebrou a marca de dez jogos sem vencer. Em belo lançamento de três dedos Vampeta deixou Éverton Santos em ótimas condições para que o atacante cruzasse na medida para Clodoaldo marcar o único tento do jogo.

Óbviamente ele não será o mesmo volante daquele célebre time que o Corinthians teve nas temporadas 98 e 99, formando o meio-campo com Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca. Mas certamente o bom e velho Vampeta será muito útil nessa temporada para ensinar Moradei, Rosinei, Marcelo Oliveira e Bruno Octávio a jogarem um pouquinho de futebol.

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